quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Exposição fotográfica revela Venezuela que nem todos conhecem

Exposição fotográfica revela Venezuela que nem todos conhecem

Matéria do Jornal Brasil de Fato

“Palante Venezuela” é o resultado do trabalho do repórter fotográfico Joka Madruga que reuniu imagens das duas últimas eleições no país
22/08/2013
 
de Curitiba (PR)
 
O período eleitoral da Venezuela foi cercado de contradições para quem acompanhava as informações do Brasil. Um povo com amplo direito à liberdade ou cerceado de suas atividades cidadãs e democráticas? As respostas a estas perguntas estão na exposição fotográfica que será aberta na sexta-feira (23) às 19h no Espaço Cultural dos Bancários, em Curitiba (PR).
“Palante Venezuela” é o resultado do trabalho do repórter fotográfico Joka Madruga que reuniu imagens das duas últimas eleições no país. Madruga esteve em Caracas e Trujillo, em agosto de 2012 e Caracas em abril de 2013. “O jogo na Venezuela é muito claro. Existe esquerda e existe direita e cada um tem seu lado assumido, não é como aqui que tem uma maquiagem. Isto é mostrado nas imagens que retratam o cotidiano dos venezuelanos durante as eleições”, explica o fotógrafo.
Ao todo são 73 fotografias que mostram eleitores votando, o povo levando sua constituição em mãos, o presidente eleito Nicolás Maduro logo após o anúncio de sua vitória, crianças venezuelanas participando de comícios e até mesmo a participação de Diego Maradona nas eleições. “Acima de tudo foi um grande fenômeno social, com ampla participação e, ao contrário do que se diz, sem nenhum cerceamento a liberdade de nenhum dos lados. Imagine uma eleição sem voto obrigatório e com 80% de participação. Foi o que vi na Venezuela e agora trago nesta exposição”, completa Joka.
Durante a abertura, programada para o dia 23 de agosto, será realizado um debate com tema “Imprensa e Democracia na Venezuela” e já está confirmado, além do repórter fotográfico, o jornalista Leonardo Severo, autor de diversos livros e que também participou da cobertura das eleições.
A entrada é sem custo, mas Joka avisa que as fotografias estarão disponíveis para venda com objetivo de angariar recursos, para novas coberturas com temas relacionados aos trabalhadores na América Latina.
A exposição ficará no Espaço Cultural dos Bancários até o dia 6 de setembro. O endereço é Rua Piquiri, 380, no bairro Rebouças.
 
<Serviço>
Abertura da exposição “Palante Venezuela”
Data: 23/08 (sexta-feira)
Horário: 19h
Endereço: Espaço Cultural dos Bancários. Rua Piquiri, 380, bairro Rebouças. Curitiba – PR.
Entrada franca.
Informações: Joka Madruga (41)9938-3744
Fotos: Joka Madruga

O ataque dos Estados Unidos à Síria e a história da carochinha


O ataque dos Estados Unidos à Síria e a história da carochinha

Márcia D`Angelo

quarta-feira, 04 de setembro de 2013

Desde 1823, com o discurso da Doutrina Monroe o presidente estadunidense James Monroe já propugnava “A América para os americanos” numa ofensiva às pretensões da Santa Aliança (união de países monarquistas/absolutistas europeus) que objetivava restaurar os governos depostos pelas “terríveis e subversivas idéias republicanas francesas”  e pretendiam apoiar os países que perderam suas colônias como a Inglaterra ou mesmo interferir nos países americanos em franco processo de independência política de suas metrópoles no século XIX. É interessante lembrar que os governos estadunidenses sempre colocaram em prática essa  idéia de apropriação da América como se somente eles fossem americanos.   

Os Estados Unidos já tinham conquistado sua independência desde 1776 numa guerra contra a Inglaterra, sua metrópole. Posteriormente, a Doutrina do Destino Manifesto complementou a proposição anterior da Doutrina Monroe.  Agora, já no final do século XIX com a posse dos territórios pertencentes à França (Luisiânia), Flórida (Espanha)  ao México (Califórnia e Texas) e o Alaska (Rússia) o darwinismo social de Spencer (filósofo inglês) justificava a predominância do branco, protestante e dominador submetendo os índios e mexicanos. Isso significava que  para além do Pacífico esses brancos colonizadores dos Estados Unidos da América do Norte não teriam fronteiras para suas conquistas. O mundo talvez nem fosse o limite como nos coloca Leo Huberman (nem o universo seria o limite para o imperialismo estadunidense). Com esse argumento todas as nações do Caribe e da América Central e Sul foram alvo dos ataques dos marines estadunidenses nos séculos XIX E XX, incluindo-se aí a Operação Condor responsável pelas ditaduras ocorridas na América Central e Sul nas décadas de 1960, 1970, 1980. O processo é sempre o mesmo: satanizar o governo como comunista ou ditador, desestabilizá-lo armando pesadamente a oposição local.

O Oriente Médio nunca deixou de ser objeto de cobiça e o Canal de Suez já garantia uma rota de comércio e armamento para a ambiciosa potência que se notabiliza após a Primeira Guerra Mundial. Muamar Gadafi era considerado persona non grata porque apesar de ter industrializado (com refinarias de petróleo) a Líbia tão repleta de deserto e sua população da reconhecesse  os valores de Gadafi para o país, era notória a opção de Gadafi pela União Soviética e esse fator foi fundamental para a imprensa ocidental liderada pela  ideologia de guerra fria estadunidense marcasse o governo da Líbia como um grande inimigo. Para além da Líbia e de Gadafi temos a aliança da CIA com Sadam Hussein do Iraque e com Osama Bin Laden ligado a AL-KAEDA.

Essas questões geopolíticas devem ser enriquecidas com a conscientização do que representa o complexo industrial militar estadunidense como fator axial na recuperação da crise que ocorre ciclicamente no sistema capitalista financeiro cujo padrão produtivo atual,  toyotista/ taylorizado subjaz desde a primeira década do século XXI e principalmente a partir de 2008.

Em 2001 George W. Bush nem sabia se havia vencido a eleição disputada por ele e Al Gore. Os Estados Unidos estavam em grande recessão econômica. Entretanto, ao atacar o Afeganistão Bush subiu nas pesquisas para 90% de aceitação pela população estadunidense e a economia dos Estados Unidos se recuperou graças às vendas de armas e equipamentos eletrônicos, ou qualquer outro objeto para abastecer a Guerra do Afeganistão. Aliás, para que os ataques fossem possíveis, houve a necessidade tão “histórica” de fortalecer a oposição local através de armamentos e treinamentos militares. O mesmo ocorreu no Iraque acusado injustamente de produzir armas de destruição em massa. Depois foi a vez da “primavera árabe” cujos governos considerados ditatoriais foram derrubados pela população local armada pelo mesmo complexo industrial militar estadunidense, como também pela  Arábia Saudita. Assim sendo, vão caindo sucessivamente os governos da Tunísia, Egito (Mubarak), da Líbia (Kadafi). Questões com o Irã e a Coréia do Norte (como também a Venezuela, Equador, Bolívia) também são constantemente ventiladas no sentido de também representarem o eixo do mal pelo Império em decadência e ávido como uma águia para fazer suas vítimas renderem lucros para sua venda de armamentos e produtos para a guerra e também representarem rotas oportunas para o encaminhamento desses produtos para a aliada Israel (no caso dos países do Oriente Médio). É claro que a questão do petróleo e gasoduto também são questões relevantes e fundamentais para as potências ocidentais como Inglaterra, Estados Unidos para decretarem ataques e se apropriarem desses combustíveis fósseis. A Arábia Saudita (família Saud) é um aliado estratégico e basilar.

Em suma, atacar a Síria só requeria um fator ideológico que seria satanizar Assad como autor dos ataques à população de seu país com gás sarin, o mesmo utilizado pelos EUA na população vietnamita no final da década de 1960. Não precisa nem haver provas contundentes porque elas podem ser forjadas, haja vista que a mídia ocidental acolhe como verdadeira qualquer declaração do Pentágono. Entretanto, o modus operandi é conhecido: houve treinamento e envio de armas via Arábia Saudita para os grupos rebeldes da Síria uma vez que o governo laico de Assad não é bem visto pela Irmandade Muçulmana da Síria, pelos sunitas e até pelos elementos da Al-QAEDA (recrutado por força externas) que combatem em nome de um Estado religioso muçulmano e em nome de potências interessadas no gasoduto, na venda de produtos do complexo industrial militar e na perspectiva de destruir a população civil e tornar o país refém das forças da OTAN. Inclusive, a Síria é riquíssima em combustíveis fósseis com seus gasodutos.

Para aqueles que acreditam na versão da imprensa ocidental do gás sarin ter sido investido pelo governo Assad em seu próprio povo poderíamos dizer que esse filme é muito conhecido e pode ser caracterizado como a história da carochinha.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Marcia D Angelo compartilhou a foto de Lester Jose Araujo.
esto si fue comprovado






Armas quimicas usadas pelos EUA no Vietnã

 
esto si fue comprobado







Obama envió mercenarios entrenados por la CIA a combatir contra gobierno de Siria

Vuelta al mundo
Martes 3 de Septiembre de 2013, 11:42 am

Obama envió mercenarios entrenados por la CIA a combatir contra gobierno de Siria


El premio Nobel de la Paz 2009, envió armados entrenados por la CIA para combatir al gobierno árabe (Foto:Archivo)
El presidente de los Estados Unidos, Barack Obama, confirmó que un grupo de mercenarios, que fueron entrenados por la Central de Inteligencia de los Estados Unidos (CIA, por su sigla en inglés) fueron enviados a Siria para combatir contra el gobierno de Bashar Al Assad.
La información fue reportada por el rotativo estadounidense, The New York Times, que detalló que “el esfuerzo de los Estados Unidos para entrenar a los armados está dando resultados. El primer grupo de 50 mercenarios, entrenados por la CIA, están empezando a infiltrarse en Siria”.
Al inicio de una reunión en la Casa Blanca con los principales líderes republicanos y demócratas en el Congreso, Obama, pidió que el Congreso emita un voto "rápido" sobre una acción militar "limitada" contra Siria y se mostró confiado en que logrará la autorización de los legisladores para llevar a cabo ese ataque.

"Quiero enfatizar una vez más que lo que estamos diseñando es algo limitado, algo proporcional, que degradará las capacidades de Al Assad", dijo.
Ante la oposición del pueblo estadounidense a una acción en Siria que muestran las encuestas, el mandatario insistió en que su plan "no es Irak" y "no es Afganistán".

También aseguró que su Gobierno tiene "una estrategia más amplia" para "mejorar la capacidad de la oposición" en Siria y continuar con la "presión diplomática" con el objetivo de devolver la "paz y la estabilidad" a ese país.
El Comité de Relaciones Exteriores del Senado de los Estados Unidos exigirá este martes al jefe del Pentágono, Chuck Hagel, y al secretario de Estado, John Kerry, que demuestren por qué debe haber una acción militar en Siria.
Grupos de demócratas y republicanos han pedido a Obama que no emprenda acción militar alguna sin una consulta con el Congreso, y luego varios republicanos han criticado la consulta de Obama como un gesto de debilidad y un ejemplo de la falta de liderazgo en política exterior.

A finales de agosto, una masiva manifestación se concentró en la ciudad de Washington (capital estadounidense), para protestar en contra del plan de la administración Obama de atacar a Siria,acusada, sin pruebas, de usar armas químicas en contra de su población.

La protesta rechazó las alegaciones que Washington presenta para llevar a cabo una ofensiva militar contra este país por el supuesto uso de armas químicas, los manifestantes se declararon en contra de otra guerra iniciada por la nación del norte, “Estados Unidos, la OTAN, fuera sus manos de Siria”.

Siria ha sido escenario de un conflicto interno que estalló en marzo de 2011. Informes demuestran que un alto número de mercenarios extranjeros participa en la guerra contra el Gobierno sirio. Cifras oficiales de la ONU han confirmado que en el conflicto interno, que estalló en marzo de 2011, han perdido la vida más de 95 mil personas.
teleSUR-TheNewYorkTimes/vg - FC
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Jovens explicam por que dar à Globo o que ela obra

Publicado em 02/09/2013
Matéria do Conversa Afiada

Jovens explicam por que
dar à Globo o que ela obra


Jovens voltam às ruas contra o propinoduto, também chamado de “trensalão tucano”.




Amigo navegante, antes de ler o que o Igor enviou, não deixe de voltar ao documento histórico: “Quem é o Senhor X, que gravou a compra da reeleição do FHC”, com detalhes sobre como a Globo blindou o filho que não era filho.

O Conversa Afiada reproduz nota oficial do Levante Popular da Juventude:

Levante Popular da Juventude: Por que jogamos merda na Globo




No dia 30 de agosto, realizamos protestos em sete capitais brasileiras em frente à Rede Globo e afiliadas, pela democratização da comunicação. A ação que realizamos que ganhou maior repercussão nos escrachos foi jogar merda em frente às sedes da emissora.

No dia posterior, as Organizações Globo lançaram na internet a sua confissão de culpa, em relação ao apoio que deu ao Golpe de 1964 e à Ditadura Militar. Nesse sentido, apresentamos aqui as razões que levaram a nos manifestar dessa maneira:

-Jogamos merda na Globo porque ela é ilegal e antidemocrática. A Globo é a representação máxima do monopólio das comunicações em nosso país, exercendo um poder absoluto na definição do que é verdadeiro e do que é falso, do certo e do errado, do que é legítimo e do que é ilegítimo no Brasil. Tal grau de concentração é incompatível com a Constituição de 1988, que proíbe expressamente o monopólio e oligopólio dos meios de comunicação. Um poder de controlar corações e mentes como o construído pela Globo jamais seria tolerado mesmo em países liberais.

-Jogamos merda na Globo porque ela é manipuladora e faz censura. Está intimamente associada às forças conservadoras do Brasil. Sua trajetória está marcada por uma relação intrínseca com o sistema político vigente e com a classe dominante. Para tanto, a Globo manipula fatos, constituindo e desconstituindo presidentes de acordo com seus interesses e das frações de classe as quais representa. É notória a sua orientação editorial no sentido de criminalizar e deslegitimar a ação dos movimentos sociais e suas bandeiras populares.

-Jogamos merda na Globo porque ela é golpista. Foi o suporte ideológico do Golpe Militar de 1964. As Organizações Globo, como recentemente assumiu, foram cúmplices de um regime ditatorial que perseguiu, prendeu, sequestrou, torturou e assassinou milhares de brasileiros que lutaram pela democracia, mas que eram tratados como “terroristas” nas manchetes dos seus jornais. A Globo foi conivente com a maior marca de sangue que o povo brasileiro carrega em sua história.

-Jogamos merda na Globo porque ela foi beneficiada e construiu um império sobre a obra da ditadura assassina. Nunca assumiu que seu império só se formou a partir das vantagens que obteve por sua associação com as forças sociais, políticas e militares que sustentaram a ditadura. E por conta dessa parceria, até o final do regime ocultou as lutas por redemocratização – inclusive o histórico comício de São Paulo, em 1984, pelas Diretas Já – prolongando ao máximo a sua duração. Portanto, não cometeu um erro, mas um crime.

- Jogamos merda na Globo porque ela é contra as mudanças que o povo quer. Em seu editorial a Globo reafirma que era contra as Reformas de Base propostas por João Goulart. Interrompidas pelo golpe, essas Reformas até hoje não foram realizadas, na medida em que o povo permanece sem acesso pleno a direitos elementares. A Globo é um dos principais entraves para o avanço nas necessárias reformas estruturais no Brasil, como a Reforma Educacional e Política.

-Jogamos merda na Globo porque ela é hipócrita. A Globo é propriedade da família mais rica do Brasil. Os filhos de Roberto Marinho somam um patrimônio de R$ 51 bilhões. Ao mesmo tempo, a Globo deve ao Estado brasileiro R$ 615 milhões, somando os impostos que sonegou na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 e as multas que recebeu da Receita Federal. Ou seja, suas empresas de comunicação atuam como agente moralizante da sociedade brasileira(julgando e denunciando desvios de verbas públicas) e promovem ações voltadas para “inclusão social”, enquanto acumulam o maior riqueza familiar do país e sonegam impostos.

-Jogamos merda na Globo porque ela joga merda na gente. A Globo contribui decisivamente para a formação de um visão de mundo conservadora, alienada e discriminadora. Sua programação está repleta de narrativas que degradam o papel da mulher, que invisibilizam a população negra e estigmatizam os homossexuais. A Globo representa também o monopólio da arte, da música e do cinema no Brasil, atuando como um torniquete que impede acesso, difusão e produção das expressões culturais mais genuínas do povo brasileiro. A emissora transformou um dos maiores patrimônios do país, o futebol, em um ativo no mercado publicitário, controlando desde a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até os horários dos jogos.

-Jogamos merda na Globo para quebrar um pacto de silêncio que existe sobre o seu Império, pois a maior parte das forças políticas, seja por cumplicidade ou por medo de se desgastar politicamente com a emissora, não questiona o seu poder. Da mesma forma, o governo federal, em nome desse pacto, silencia quanto à regulamentação dos meios de comunicação e continua alimentando essa máquina de recursos por meios das verbas publicitárias dos ministérios e empresas estatais.

-Jogamos merda na Globo pois a merda é a representação do que há de mais sujo e repugnante. É aquilo que deve ser descartado. Ao mesmo tempo, a merda fertiliza e pode fazer nascer algo novo, como a confissão de culpa que a empresa assumiu por ter apoiado a ditadura durante 21 anos. Como poderá fertilizar a regulamentação e a efetiva democratização dos meios de comunicação.

Somente com atos dessa natureza seria possível expressar a necessidade urgente de democratizarmos a comunicação em nosso país. Assim como a luta por Memória, Verdade e Justiça, que pautamos a partir dos escrachos aos torturadores, a luta pela democratização da comunicação é uma etapa fundamental para consolidarmos o processo de redemocratização da sociedade brasileira até hoje inacabado.

Não descansaremos enquanto esses objetivos não forem alcançados.

Pátria Livre, Venceremos!
1º de setembro de 2013

Levante Popular da Juventude



Clique aqui para ver na TV Afiada “Jovens devolvem à Globo o que ela exibe todo dia”.


Participe também, amigo navegante, do próximo ato do Levante:

Ato Contra o Propinoduto Tucano e Pelo Transporte Público



De Levante Popular da Juventude (em evento no Facebook)

QUARTA-FEIRA, CONCENTRAÇÃO ÀS 8H
NA PRAÇA JÁCOMO ZANELLA, NA LAPA,
PRÓXIMO À ESTAÇÃO DA LAPA

4 de setembro é dia de protesto contra o propinoduto tucano, em defesa do transporte público e pela punição dos crimes do cartel de empresas responsáveis pelas grandes obras no país (metrô, estradas e barragens).

Movimentos sociais, organizações de juventude, trabalhadores e usuários do transporte público farão um acerto de contas com as empresas corruptoras!

Conglomerados estrangeiros criaram um esquema para fraudar licitações das obras, reformas e fornecimento de equipamentos para o sistema de metrô e trem em São Paulo.

As empresas Siemens, Alstom, ADtranz, CAF, TTrans e Mitsui combinavam os resultados das disputas, com a intermediação de políticos do PSDB.

Assim, elevavam os preços, aumentando os gastos do Estado para lavar dinheiro que era repassado para políticos tucanos.

Os esquemas em torno do transporte público, somados ao descaso dos governantes, têm como consequências a falta de qualidade no serviço, o alto preço das passagens, a lentidão para expansão do sistema, os acidentes nas linhas de metrô/trem que prejudicam os usuários e nas obras que ameaçam os trabalhadores.

Exigimos:

-Abaixo a corrupção, abertura da caixa preta dos transportes. Prisão dos corruptos e corruptores, expropriação dos bens e devolução do dinheiro para o transporte público.
-Fim das privatizações (direta, concessões e PPP’s)
-Passe livre. Redução da tarifa rumo a tarifa zero.
-Fim das terceirizações: manutenção e operação 100% estatal,
-Contratações de mais funcionários para ampliação do horário de funcionamento, metrô 24h nos domingos e feriados.
-Pelo retorno da integração nos terminais e pela integração plena com EMTU, -Gestão do transporte pelos trabalhadores e usuários, sem empresários! -Transparência nos contratos bilionários que envolvem grandes empresas
estrangeiras nas obras do metrô, barragens e hidrelétricas para impedir a formação de cartéis para esquemas de corrupção.

#contraopropinodutotucano
#pelapunicaodoscorruptores

Dirceu e o declínio da Globo


Publicado em 02/09/2013
Matéria do Conversa Afiada

Dirceu e o
declínio da Globo

Cafezinho reproduz Dirceu: vai levar o julgamento de exceção às Cortes internacionais.

Prender Dirceu tornou-se uma obsessão para a Globo Overseas



O Conversa Afiada republica texto de Miguel do Rosário, extraído do blog O Cafezinho:

Dirceu e o declínio da Globo



Enviado por Miguel do Rosário

Observe a foto ao final do post. O jovem Dirceu sustenta um braço esticado, mãos abertas, como se mandasse uma mensagem de “pare aí” para um interlocutor que não vemos. Por uma dessas coincidências enigmáticas da vida, me parece uma correspondência perfeita com o que ele vive hoje. O interlocutor invisível são as forças que hoje lhe perseguem, também algo invisíveis, escondidas sob o manto obscuro de um moralismo de ocasião, com rosto mascarado por editoriais anônimos. A expressão facial de Dirceu também é curiosa. Nos olhos se vê um pouco de apreensão, perplexidade, até mesmo medo, mas a boca sugere um levíssimo sorriso desafiador, como se tivesse consciência de seu papel, ou como se o temor visto em seus olhos fosse um disfarce.

Quando um oficial se via isolado e cercado pelos inimigos, nas guerras tradicionais, ele fazia de tudo para que estes perdessem o máximo de tempo com si mesmo, visando consumir as forças adversárias. Com isso, explicaríamos também o gesto do braço. Ele seria não apenas um gesto de “afaste-se”, mas também um chamado. Bastaria virar as palmas para cima e mexer os dedos. Dirceu chama para si mesmo as forças reacionárias, num esforço heróico e suicida, para que elas consumam suas forças tentando destruí-lo. Enquanto isso, o resto das tropas avançam. O Brasil se desenvolve. E Dirceu se transforma, talvez sem muita consciência disso, num mártir semiológico pós-moderno. Ele se ofereceu em sacrifício aos chacais da mídia, permitindo que o lulismo seguisse adiante, concretizando políticas sociais urgentes, reformando o Estado, acumulando forças para embates futuros.

Jamais um político ocidental foi tão satanizado pela mídia como José Dirceu. A agressão simbólica, semiológica, gráfica, audiovisual, literária, política, jurídica e até mesmo econômica que este homem sofreu não tem paralelo na história das democracias modernas.

Todas as forças obscuras, golpistas, reacionárias, se uniram para derrotar José Dirceu. Não visaram apenas o homem, mas toda sua história. Era preciso aniquilar o mito, afinal Dirceu era o quadro intelectualmente mais preparado do Partido dos Trabalhadores, e poderia vir a ser o próximo presidente da República.

A destruição de Dirceu transformou-se no símbolo do esforço da mídia para criminalizar a política. Esforço este que tem sido uma de suas prioridades. Quando a mídia chama os blogueiros de “chapa-branca” por se posicionarem às claras num lado do embate político e ideológico, e os acusa de receberem, clandestinamente ou não, dinheiro do campo que defendem, usa a mesma tática de criminalização. Uma tática sobretudo hipócrita porque ninguém jamais recebeu tanto dinheiro do Estado, via publicidade, financiamentos, leis favoráveis, do que os grupos tradicionais de mídia. Recebeu e recebe.

A criminalização de Dirceu, e a pressão inaudita que a mídia exerceu sobre a opinião social, sobre a Procuradoria Geral da República e depois sobre o Supremo Tribunal Federal, para condená-lo sumariamente, independente dos autos e das provas, e jogá-lo numa prisão, são a perfeita síntese deste objetivo: criminalizar a política é uma forma sutil de manietar a democracia e entregá-la nas mãos das famílias que controlam os meios de comunicação.

O clã Marinho detêm a maior fortuna já amealhada por uma só família brasileira em 500 anos de história. Nem a família imperial, nem a monarquia portuguesa, jamais possuíram um poder financeiro tão avassalador: 52 bilhões de reais. Por isso é um imperativo moral que o governo brasileiro interrompa imediatamente qualquer transferência de recurso público para esta empresa. Eles já têm dinheiro demais. Um poder midiático dessa magnitude, somado ao gigantismo financeiro de seus proprietários, representa uma ameaça ao regime democrático e à igualdade de condições entre os diferentes agentes políticos que é condição vital para a existência de uma democracia.

Prender Dirceu tornou-se uma obsessão para as Organizações Globo. Será uma prova de seu poder. A vingança contra as derrotas que a democracia lhe impôs desde que a sociedade impôs o fim da ditadura. Derrotas intermitentes e relativas, é verdade, visto que a Globo venceu em 1989, com a eleição de Collor, cuja eleição não apenas apoiou como colaborou decisivamente através da manipulação do último debate na TV; venceu depois com a deposição do mesmo Collor, quando este já tinha realizado as reformas que a Globo defendia e lhe interessava a partir de então se afastar de sua impopularidade.

Venceu em 1994 e 1998, com a eleição de FHC, abafando o escândalo da reeleição e minimizando os problemas econômicos que se acumulavam; de certa maneira, também venceu durante os governos petistas, ao impor uma política de comunicação que lhe permitiu superar sua crise financeira e consolidar-se como a família mais rica do país. Os seis ou sete bilhões de reais que a Secom deu à Globo, nos últimos 11 anos, ajudaram-na a esmagar seus concorrentes, via práticas monopolísticas e predatórias no mercado publicitário, e a transformar a família Marinho num Leviatã tatuado com uma cifra na testa.

Entretanto, mesmo reunindo um patrimônio tão impressionante, a Globo tem visto seu poder minguar. Seu principal ativo, uma concessão pública, tem perdido audiência para internet e outros canais, abertos ou fechados. Seu lobby no parlamento declinou. O jovem de classe média hoje vê a Globo como um veículo cafona, sem graça e anacrônico. Suas apostas presidenciais falharam e prometem falhar outra vez no ano que vem.

A estratégia inconsciente de Dirceu, portanto, acabou dando certo. A Globo investiu tantos recursos em sua destruição que negligenciou o resto do exército. Enquanto Globo e Veja continuam a dar capas e mais capas contra Dirceu, o Brasil profundo continua melhorando de vida. E se hoje se tornou mais crítico e mais contestador, se exige mais dos governos, também está cobrando mais da mídia, que vê igualmente como um agente político, e dos mais conservadores e odiosos. A queda de “popularidade” que tanto assustou os políticos, como vemos, também atingiu em cheio a Rede Globo. A verdade, enfim, é dura…

Em mensagem a militantes enviada hoje pela manhã, o ex-ministro confirmou que irá apelar a todas as instâncias possíveis para lutar por sua inocência. Levará seu caso à Organização dos Estados Americanos (OEA), para denunciar os vários abusos que sofreu, junto com outros réus, no curso da Ação Penal 470: “ausência da dupla jurisdição, a opressiva publicidade, um julgamento ao vivo pelas redes de TV, a falta de provas, o desconhecimento das provas da defesa, a farsa do dinheiro público e do desvio dos recursos da Visanet, o uso indevido da Teoria do Domínio do Fato, o julgamento durante as eleições, as condenações as vésperas do primeiro e segundo turno, as penas absurdas numa violação aberta do código e da jurisprudência, a ausência de ato de oficio, no meu caso o reconhecimento explícito pelo MP e Ministros da ausência de provas.”

O ex-deputado lembra que hoje há “farto material de provas colhidos pela revista Retrato do Brasil” que provam o uso regular dos recursos da Visanet e apontam os erros grosseiros da procuradoria e do STF.

Íntegra da mensagem de Dirceu:

Prezada … minha gratidão pelo apoio, solidariedade e presença amiga, vou lutar, vamos lutar, ate provar minha inocência, vou a revisão criminal e as cortes internacionais, a farsa e o julgamento de exceção tem que ser denunciado, a violação dos mínimos direitos da defesa e das garantias individuais, a ausência da dupla jurisdição, a opressiva publicidade, um julgamento ao vivo pelas redes de TV, a falta de provas, o desconhecimento das provas da defesa, a farsa do dinheiro publico e do desvio dos recursos da Visanet, o uso indevido da Teoria do Domínio do Fato, o julgamento durante as eleições, as condenações as vésperas do primeiro e segundo turno, as penas absurdas numa violação aberta do código e da jurisprudência, a ausência de ato de oficio, no meu caso o reconhecimento explicito pelo MP e Ministros da ausência de provas, ha farto material de provas colhidos pela revista Retrato do Brasil, vamos a luta conto com você e sua indignação que e minha também. Estou as ordens para juntos vencermos essa batalha, nada me impedira, vou lutar sempre. abraços Ze

domingo, 1 de setembro de 2013

EUA, Israel e Europa querem o gás e o gasoduto da Síria

Fotos da Linha do tempo

Matéria de Tambores de Guerra
 


    

 
 

EUA, Israel e Europa querem o gás e o gasoduto da Síria

A única base militar da Rússia pelo mundo afora fica precisamente na Síria, aliás tradicional comprador de armas dos russos, com estes dispondo do porto de Tartus e acesso também ao de Latakia, cujo projeto russo para este ano é converter em base naval; Rússia, Estados Unidos, Inglaterra, França e também Israel têm fortes interesses no gás s...írio e em um gasoduto, crítico para a Europa, que, para funcionar, depende da boa vontade síria.

Colossais jazidas de gás estão localizadas na plataforma marinha síria e estendendo-se até Israel, passando pelo Líbano. Uma vista ao mapa ajuda a entender o peso dos marcos geográficos nessa disputa de interesses que envolve grandes petroleiras e tira o sono de estrategistas russos.

A Total, francesa, e a British Petroleum (BP), esta desde 1990, vêm se lançando sobre o gás das águas sírias em disputa com Líbano e Síria. Israel, por sua vez, conseguiu deter as operações da BP, sob protestos do governo Tony Blair, a partir da vitória eleitoral do Hamas em 2006 (que passaria a controlar uma parte do litoral de Gaza onde há gás). Neutralizada a ofensiva da BP, a pretexto de “governo terrorista” do Hamas, Israel se lançou com tudo sobre aquelas reservas bilionárias e estratégicas. A disputa agora, por grandes reservas de gás (virtualmente só superadas pelas da Rússia, Irã, Qatar) eclode novamente, tomando as cores da questão síria. Como lembra Armanian (2012):

Os imensos campos de petróleo e gás de todo o Oriente Médio mediterrâneo são uma tentação para os Estados Unidos e a União Europeia (UE). Depois do fracasso do Ocidente no projeto do gasoduto “Nabucco” – que diversificaria o fornecimento energético da UE com a importação de gás desde o mar Cáspio ao Mediterrâneo, evitando a Rússia – a UE considera mais viável o “Arab Gas Pipeline” (gasoduto árabe) com a participação da Síria, Jordânia e Líbano, que conectaria o gasoduto do norte da África à Turquia, ao Mediterrâneo. Daí o apoio do Kremlin ao seu aliado Assad e, por outro lado, o interesse de Ankara em derrocá-lo: converteria a Síria na primeira porta energética da Ásia para a Europa.

É por esse motivo que os EUA levantou o embargo de armas à Síria, para armar os mercenários do Qatar e Arábia Saudita, tentar derrubar Assad e colocar no lugar um marionete à serviço das corporações energéticas sionistas.

Criam pretextos para invadir países e roubar seus recursos. O plano começou a ser concretizado em 2001, logo após o auto-atentado judaico de 9/11 contra o World Trade Center e desde então vimos como cada nação rica em petróleo e gás no Oriente Médio foi invadida e pilhada, uma após a outra.

Invadiram a Líbia por causa de gás e petróleo, hoje tentam o mesmo com a Síria pelos mesmos motivos, amanhã será a Venezuela e depois poderá ser a vez do Brasil e Argentina.

Portanto, algo a população da América Latina precisa fazer. Se ficarmos de braços cruzados assistindo como as outras nações são invadidas e pilhadas, vamos acordar um dia com a IV Frota dos EUA e OTAN bem à frente de nossas costas preparados para invadir e roubar o petróleo(sob algum novo pretexto, o narcotráfico por exemplo), o gás e a água que pertence ao povo sulamericano.

Assista ao vídeo: "La verdad detrás de Siria parte II - El Presidente de Al-Qaeda" http://www.youtube.com/watch?v=FgDIe5dv5Rk

Vídeo: "Censurado en España: La verdad detrás de Siria - Parte I"
http://www.youtube.com/watch?v=rjKOAzOC9-U

Texto retirado de: http://caminhoalternativo.wordpress.com/2013/05/31/eua-israel-e-europa-querem-o-gas-e-o-gasoduto-da-siria/
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7 razões pelas quais a OTAN quer atacar a Síria

 

O plebiscito bate à porta.

Publicado em 31/08/2013
Matéria do Conversa Afiada  

O plebiscito bate à porta.
O mais difícil está feito

O Eduardo é da base e opera com os tucanos.


O Projeto de Decreto Legislativo, PDC, número 1258 foi subscrito na Câmara por 188 deputados.

Eram necessários 171.

É o projeto que convoca o plebiscito que a Dilma enfiou pela goela abaixo do Congresso e da Oposição.

A liderança do PT entregou o pepino ao presidente da Casa, Henrique Alves, que dizia que o plebiscito não ia pra frente.

Basta que duas Comissões – Finanças e de Constituição – aprovem para que a questão vá ao plenário.

Aí, desde que estejam presentes pelo menos 257 deputados, a maioria simples aprova.

Ou seja, o mais difícil foi conseguido: as 188 assinaturas.

O plebiscito saiu empurrado na marra, contra o PiG e seus tentáculos.

O Superior Tribunal Eleitoral diz que não pode fazer plebiscito em 2013, por causa do principio da anualidade.

Muito simples.

Por que não fazer o plebiscito no começo de 2014 ?

O TSE pode definir a data, assim que o plenário da Câmara aprovar.

A presidenta Dilma recebeu os líderes do PT que foram levar a boa notícia.

Ela ficou radiante.

Até porque, segundo um dos presentes, o plebiscito vai tratar de um tema que não constava da proposta inicial dela: a participação popular via internet.

Permitir que, pela internet, o povo submeta ao Congresso projetos de Lei.

Hoje, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular, o PLIP – e já existe um, o PLIP contra o PLIM, que que pretende escrever a Ley de Medios – exige um milhão de assinaturas.

Além do projeto via internet, o plebiscito vai tratar de:

– formas de financiamento da campanha;

– e coincidência de todas as eleições numa mesma data – de vereador a Presidente da República.


Essa última proposta foi uma concessão do PT ao PSB de Eduardo Campriles, que,  irremediavelmente, se tornou o Viagra dos tucanos.

Para respeitar a “base aliada”, o PT concordou em submeter essa proposta ao plebiscito.

Mas, não gosta da ideia.

O problema é que, embora, cada vez mais, o PSB se alie aos tucanos, formalmente, ainda é da “base”.

(Quando é que o Eduardo vai devolver os cargos no Governo Federal ?)

Durante a negociação, o PT pretende reforçar a proposta – difícil – de financiamento público exclusivo das campanhas.

Com certeza, porém, deve ser proibido – ou limitado de forma severa – o financiamento de empresas.

O líder do PT na Câmara, José Guimarães, deve se encontrar nos próximos dias com a liderança da CNBB, Confederação Nacional dos Bispos, e com a Ministra Carmen Lucia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, para pedir apoio à ideia do plebiscito no inicio de 2014.

O amigo navegante se lembra de a Presidenta Dilma Rousseff ter proposto, no auge das manifestações de junho, uma Constituinte exclusiva, convocada e ratificada por plebiscito e referendo.

A Constituinte Exclusiva foi torpedeada pelo PMDB.

Então, ela insistiu no plebiscito.

Era uma forma de responder às manifestações – clique aqui para ler sobre como o Caixa Dois faz e acontece no Brasil, “Quem é o Senhor X que gravou a compra da reeleição do FHC” – e, rapidamente, aperfeiçoar o sistema eleitoral.

O plebiscito foi tratado com desdém e descrença pelos colonistas (*) merválicos do PiG (**).

Deram-se mal.

O plebiscito bate à porta.


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

SOBRE A DECISÃO DA ONU EM ATACAR A SÍRIA


SOBRE A DECISÃO DA ONU EM ATACAR A SÍRIA

Márcia D`Angelo

Acredito que a imprensa ocidental em nome do Pentágono, Israel e Arábia Saudita (Família Saud) esteja justificando mais uma guerra no Oriente Médio para garantir a rota de armamentos para Israel e desenvolver a economia estadunidense através do incremento de seu complexo industrial militar. Sobre a Síria é a velha cantilena do Iraque, Egito, Líbia e Irã. Acusam-nos de possuírem armas de destruição atômicas. Somente os EUA podem ter essas armas de destruição em massa. Há necessidade de ideologia para atacar e sempre é em nome da "democracia " que o Pentágono o faz. Quem atacou quimicamente a população não foi o exército sírio mas os rebeldes aliados de Israel. A entrevista do presidente sírio explica bem. A Rússia é aliada do governo sírio porque  teme também os chamados terroristas aliados de Israel agindo em seu território. Postei várias matérias sobre o assunto. Não acredito na grande imprensa. É uma questão geopolítica do Império estadunidense que quer resolver sua crise econômica, garantir e controlar a rota de armamentos e petróleo. O capitalismo está em crise e a única forma de manter o sistema é vender os produtos (até um lápis custa 3 vezes mais) para o complexo industrial militar. É fácil atacar dizendo que há ditadura, mas o Pentágono  é responsável e/ou aliado de quase todas as ditaduras quando lhe  interessa. Foi inclusive aliado de Mubarak no Egito. Agora, se há ditadura ou não, é problema do  povo sírio. Os EUA se deram mal no Vietnã, patrocinaram todas as ditaduras na América Latina e agora estão destruindo os países do Oriente Médio. Não acredito na versão ocidental e há como sempre houve manipulação dos EUA. Nem acredito que haja ditadura. Nossa grande imprensa é reprodutora dessa ideologia superada. Alá não tem nada a ver com isso e com certeza está sendo invocado contra os ataques da ONU.