quarta-feira, 29 de abril de 2015

CUT e movimentos populares realizam 1º de Maio de luta em São Paulo

CUT e movimentos populares realizam 1º de Maio de luta em São Paulo

24/04/2015

Defesa dos direitos trabalhistas, da democracia, da Petrobras e da reforma política são as principais bandeiras Dia do Trabalhador (a) em 2015

Escrito por: Flaviana Serafim - CUT São Paulo

Organizações dos movimentos sociais, estudantil e sindical, entre as quais a Central Única dos Trabalhadores, promovem ato conjunto em comemoração ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora no 1º de Maio (sexta), a partir das 10h, no Vale do Anhangabaú, centro paulistano.
As principais bandeiras que marcam o evento em 2015 são a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política (saiba mais clicando aqui).
A programação tem início às 10h, com realização de ato ecumênico seguido de ato político-cultural com a rapper Pame’lloza e Grupo Mistura Popular.
Os shows começam a partir das 13h, com Alceu Valença, Leci Brandão, Rappin Hood, GOG, Thobias da Vai-Vai e Elizeth Rosa. Haverá, ainda, espaço de convivência e alimentação, além de unidades móveis de atendimento e outros serviços à população.
As organizações participantes se concentrarão a partir das 9h na Praça da República, Largo do Arouche, Estação da Luz e Pátio do Colégio, de onde sairão em caminhada até o Vale do Anhangabaú.
Entre as entidades engajadas neste 1º de Maio, além da CUT, estão as centrais CTB e Intersindical, e movimentos do campo e da cidade: Central dos Movimentos Populares (CMP), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Marcha Mundial de Mulheres, Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e União Nacional dos Estudantes (UNE).
Em defesa dos direitos trabalhistas e da democracia – Neste 1º de maio, os movimentos reforçam a pressão contra o Projeto de Lei 4330/04, que retira direitos trabalhistas históricos ao permitir a terceirização sem limites, em todas as funções de qualquer empresa e setor.
Também continua a mobilização contra a Medida Provisória (MPs) 664 e 655, que, respectivamente, muda as regras para a concessão do auxílio-doença e pensão por morte, e que dificulta o acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial. No lugar de uma política de ajuste fiscal que penaliza a classe trabalhadora, gerando emprego e recessão, as entidades defendem a taxação das grandes fortunas, primeiro passo à reforma tributária no Brasil.
Outro embate é pela manutenção do estado democrático de direito, contra a onda golpista em curso, que, se for vitoriosa, trará retrocessos a toda a sociedade brasileira.
Combate à corrupção e defesa da Petrobras – Para as organizações, o combate à corrupção deve ser feito por meio de uma reforma política que, entre outras mudanças, proíba o financiamento empresarial de campanha eleitoral. Sem o essa medida, o sistema político do país continuará seguindo os interesses das empresas que financiam as campanhas eleitorais e não os interesses da população.
Os movimentos reforçam, ainda, a luta em defesa da Petrobras, alvo de ataques por aqueles que querem enfraquecer o patrimônio brasileiro com o intuito de privatizá-lo, transferindo os recursos do pré-sal – que devem ser investidos em saúde e educação – à iniciativa privada.
SERVIÇO
Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

Data: 1º de Maio de 2015
Horário: A partir das 10h
Local: Vale do Anhangabaú, centro paulistano – Metrô Anhangabaú (Linha 3-Vermelha)
Baixe e compartilhe o folder virtual

Em 50 anos, Globo mantém invisível a luta da classe trabalhadora

Em 50 anos, Globo mantém invisível a luta da classe trabalhadora

27/04/2015

Movimentos apontam a criminalização como estratégia da mídia tradicional deslegitimar as causas populares

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo*

Placa em protesto erguida em frente a um dos prédios da emissora - Foto:Sérgio Silva/ Jornalistas Livres
Placa em protesto erguida em frente a um dos prédios da emissora - Foto:Sérgio Silva/ Jornalistas Livres
Na praça General Gentil Falcão, zona sul da capital paulista, cerca de 500 pessoas participaram  no domingo (26) de um protesto contra a Rede Globo, segundo a organização do evento. 
A atividade reuniu movimentos sociais e sindical, famílias e ativistas favoráveis à luta pela democratização dos meios de comunicação. A Globo completa neste mês 50 anos no ar. 
Para a Polícia Militar (PM) o número foi de 100 participantes, cinco vezes menor do que informou a coordenação do ato.
Os participantes seguiram em caminhada pela Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini até a entrada principal da Rede Globo. Ali, um presente de aniversário já havia sido dado pela juventude pouco antes.
Na parede da sede da emissora, os jovens jogaram tintas vermelhas e picharam as palavras “Globo Mente”, “Assassina” e “Globo Golpista”. Depois de uma mística feita pelos movimentos, eles seguiram em passeata até a Marginal Pinheiros, onde fizeram a leitura coletiva do manifesto “50 anos da TV Globo: vamos descomemorar!”, assinado por mais de 50 entidades.
Em frente à entrada da Rede Globo - Foto: Alice Vergueiro
Em frente à entrada da Rede Globo - Foto: Alice Vergueiro
Dessas, algumas que compõem o Comitê São Paulo do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação (FNDC), dentre as quais a CUT, abordaram a invisibilidade que a Globo dá para as lutas dos trabalhadores.
“Desde as grandes greves no ABC, na década de 1980, até as mobilizações mais recentes, a linha editorial da emissora sempre foi mais favorável aos patrões. Negligenciam e criminalizam a nossa luta. Um grande exemplo foi em 1995, quando os petroleiros construíram uma paralisação massiva de resistência contra a privatização da Petrobras e ocuparam a plataforma para defender a estatal. A soberania não era a pauta da grande mídia”, lembra a secretária de Imprensa da CUT São Paulo, Adriana Oliveira Magalhães. 
Para a militante Bárbara Pontes, do Levante Popular da Juventude, a Globo está do lado da classe dominante desde a ditadura e usa a criminalização como forma de ocultar a crítica a problemas enraizados na história do povo brasileiro. “Ela apoiou o golpe desde o começo, fez parte dele. A emissora é porta-voz de uma ideologia elitista. Ela foi se consolidando e se transformando num grande império que só poderá ter fim com a regulação dos meios”, diz.
Dirigente da CUT São Paulo, Adriana Magalhães - Foto: Roberto Parizotti
Dirigente da CUT São Paulo, Adriana Magalhães - Foto: Roberto Parizotti

Adriana garante que a empresa tem interesses privatistas. “O jornalismo parcial demonstra que a Globo tem partido, ainda que tente dizer que é neutra. E além de ser acusada de sonegar impostos, cadê a cobertura especial para abordar os desvios ocorridos no HSBC e o nome de Lily como ex-esposa de Roberto Marinho?”, questiona. 
A dirigente cita o caso recente em que houve o vazamento bancário de depósitos feitos entre 2005 e 2007 por clientes do HSBC, sonegadores e criminosos. Dentre eles, há uma lista de 8.667 brasileiros que tinham contas numeradas na Suíça, no qual consta o nome de Lily de Carvalho, morta em 2011. Ela foi viúva dos jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho (1908-1983) e Roberto Marinho (1904-2003). Mas veículos da Globo e outros tradicionais relacionam a mulher, em todas as reportagens, somente ao primeiro marido. 
Insatisfação geral
Há 44 dias em greve, o professor Carlos Guimarães, que compõe uma das maiores categorias de São Paulo, se incomoda ao relatar o que classifica como descaso da mídia. “Queremos uma educação de qualidade que dialogue com a realidade da população e um governo que nos valorize, seja com melhores condições de trabalho, seja com reajuste salarial”, diz.
Carlos ressalta que nenhuma proposta da Secretaria Estadual de Educação foi oferecida até o momento. “Na televisão, nos dias de protesto que fizemos, a Globo entra no ar com o Jornal Nacional fazendo um discurso que propõe diminuir a nossa luta e defendendo Alckmin [governador] como se ele tivesse feito reajuste de nossos salários e como se fosse um governo de diálogo. Eles chegam a citar dados que confundem a população”. 
O metalúrgico Everton da Silva Souza mora em Sorocaba, interior de São Paulo. Assim como Carlos, acredita que as informações noticiadas pela Globo atrapalham o cotidiano de quem faz a luta sindical. “No chão de fábrica, conversamos com nossa categoria todos os dias. O assunto mais recente é a terceirização por causa do Projeto de Lei 4330 que vai acabar com nossos direitos básicos trabalhistas. Fazemos formação permanente, mas o monopólio da mídia confunde e coloca medo nos trabalhadores”, lamenta.
Movimento sem-teto também protestou contra a criminalização - Foto: Sérgio Silva/ Jornalistas Livres
Movimento sem-teto também protestou contra a criminalização - Foto: Sérgio Silva/ Jornalistas Livres

‘Descomemoração’ permanece
Ao som de uma bateria jovem, trabalhadores de uma loja de colchões na Avenida Berrini chegaram a dançar no ritmo da canção entoada contra a Globo. Como estavam no expediente, não puderem falar.
Ao mesmo tempo, em uma das esquinas da mesma avenida, um grupo de empresários venezuelanos observava a marcha. Ao serem questionados sobre o que pensam com relação à regulamentação da mídia, já que vivem em um país onde um golpe de estado foi dado com apoio de grandes grupos de comunicação, em 2002, eles preferiram não se pronunciar. “Iremos desagradar esse movimento com a nossa resposta”, disseram.
O sociólogo João Barison avalia que os atos realizados em São Paulo e em outros estados do Brasil mostram que os movimentos sociais conseguem dar um passo além de suas reivindicações imediatas, como a luta por moradia ou a luta pela terra. “Os movimentos percebem que, por mais que realizem ações justas, há um intermediário entre o movimento e a população, que distorce os fatos e manipula, colocando o povo trabalhador contra si próprio”.
Para ele, se foi possível democratizar os meios de comunicação de massas em outros países do mundo, no Brasil isso também pode ser uma realidade. “Ainda mais sabendo que a Globo tem um histórico de apoio à ditadura e tem pesadas acusações de sonegação de impostos nas costas. É o momento de avançar”, pontua.
Boneco representando movimento sindical - Foto: Vanessa Ramos
Boneco representando movimento sindical - Foto: Vanessa Ramos

João analisa que a democratização dos meios de comunicação não é tão distante na compreensão da sociedade.
“É bem comum ouvir 'o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo', não só em manifestações da esquerda, mas em eventos culturais e até nos estádios de futebol. Talvez as pessoas não acreditem que seja possível enfrentar o monopólio. Mas temos certeza que é. A internet e as redes sociais já tem feito um grande combate frente as besteiras da Globo. Já estamos criando uma cultura que busca várias fontes de informação, rompendo o monopólio através de uma outra ferramenta”. 
Entre os movimentos sociais e sindical, do campo e da cidade, estavam ainda o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o Movimento dos Atingidos por Barragens, Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Coletivo Intervozes, União Estadual dos Estudantes, Centro de Estudos Barão de Itararé, Consulta Popular, Fora do Eixo, Marcha Mundial das Mulheres, União da Juventude Socialista, União Nacional dos Estudantes e Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto.
Às 18h40, os participantes se reuniram novamente na praça General Gentil Falcão, momento de despedida e de agradecimento da mobilização unificada. E se dispuseram a novas ações nesses 50 anos de ‘descomemoração’ da Globo, que seguirá até o final de 2015. 
*Especial para #Jornalistas Livres

    Lula participa do 1º de maio em São Paulo Lula e lei da terceirização: patrão ganha e trabalhador perde

    Publicado em 29/04/2015
    Conversa Afiada - Paulo Henrique amorim

    Lula participa
    do 1º de maio em São Paulo

    Lula e lei da terceirização: patrão ganha e trabalhador perde

    “Com essa lei, querem voltar ao passado", disse Lula em evento que lembrou os 35 anos das grandes greves do ABC


    Da CUT:

    LULA PARTICIPA DO 1º DE MAIO DE SÃO PAULO



    Dia do Trabalhador terá marcha contra retirada de direitos no centro da cidade




    A CUT, a CTB, a Intersindical, o MST, o MTST, a CMP, a FAF e outras importantes organizações dos movimentos social e estudantil (ver lista no final) promovem ato conjunto em comemoração ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora neste 1º de Maio (sexta-feira), no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo.

    As principais bandeiras que marcam o evento em 2015 são a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da Petrobras e da reforma política (saiba mais no http://migre.me/pDtji).

    Também participarão o prefeito de São Paulo Fernando Haddad; o ex-presidente Lula; o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da Presidência da República, os deputados Sibá Machado, líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados; e José Guimarães, líder do governo na Câmara dos Deputados, entre outras autoridades.  

    A partir das 09h00 os/as trabalhadores/as e militantes vão se concentrar em três pontos da cidade de onde sairão em marcha até o Vale do Anhangabaú, onde a programação do dia de luta tem início – às 10h00 – com realização de ato ecumênico seguido de ato político-cultural.

    As marchas sairão desses três pontos:

    1 – Luz – CUT, MST, PT, MTST

    2 – Praça da República/Largo do Arouche – CTB, PC do B, CMP, PCO

    3 – Pátio do Colégio – Bancários, FAF e Químicos de SP



    Em tempo:

    1º DE MAIO É DIA DE DEFENDER OS DIREITOS TRABALHISTAS



    Presidente nacional da CUT, Vagner Freitas aponta que data será primeiro passo para construir bloco de esquerda



    A celebração deste 1º de Maio acontece em uma conjuntura bem diferente dos últimos anos, desta vez, com a classe trabalhadora sob ataques sem precedentes aos direitos trabalhistas.

    No Legislativo, a recente aprovação do Projeto de Lei 4330 pela Câmara dos Deputados, amplia a terceirização para todos os setores da empresa e rebaixa salários, direitos e conquistas.

    No Executivo, as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que dificultam o acesso a abono salarial, seguro desemprego e auxílio doença.

    Presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, ressalta que a resposta a qualquer tentativa de retrocesso será a formação de um grande bloco de esquerda encabeçado pelo movimento sindical e que terá também os movimentos sociais e partidos que comunguem com a defesa da democracia, da Petrobrás e não aceitem o financiamento empresarial de campanha.

    Em entrevista, o dirigente ressalta ainda que o Dia do Trabalhador é mais uma página em uma agenda de lutas nacionais como as que ocorrem em 13 de março e 15 de abril e que não têm hora para acabar. “A direita conservadora tentará trazer o retrocesso ao país e conseguirá, se não fizermos enfrentamento”, alerta.

    Qual a diferença deste 1º de Maio para os de anos anteriores?

    Vagner Freitas – Esse 1º de Maio acontece num contexto histórico em que a direita procura avançar numa visão conservadora de sociedade, preconceituosa, machista e que não leva em conta o direito das minorias e dos direitos trabalhistas. Nesse sentido, vemos o PL 4330, que significa rasgar a CLT, acabar com as férias, com a carteira de trabalho e transformar o trabalhador em alguém precarizado, que ganha menos e trabalhando mais. Por isso, o 1º de Maio será um marco da luta e da resistência dos trabalhadores para fazer o enfrentamento nas ruas contra esse projeto que unifica toda a esquerda e o movimento sindical numa batalha para não acabar com carteira assinada. No mesmo sentido, de resistência à retirada de direitos, também nos colocamos contra as MPs 664 e 665, porque retiram direitos de pensionistas, de companheiros que trabalharam e precisam do seguro-desemprego. Uma medida inoportuna, atabalhoada e que deveria ser discutida antes em um Fórum Nacional da Previdência Social.

    O Congresso, que aprovou o PL 4330, também será lembrado nas manifestações desta sexta?

    Vagner – Certamente. Será uma oportunidade para conversar com mais pessoas sobre o papel que assume esse Congresso conservador, financiado pelos empresários e que além de retirar os direitos trabalhistas, quer emperrar o processo de construção de uma sociedade plural que estamos construindo. Não só em relação aos direitos trabalhistas, mas também contra conquistas como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com a redução da maioridade penal, com ataques a medidas contra a homofobia. Este 1º de Maio será um grito pela liberdade, pela democracia e pela construção de uma sociedade menos desigual. Para isso precisamos de uma reforma política com o fim do financiamento empresarial de campanha, precisamos da regulação dos meios de comunicação para que tenhamos democracia e pluralidade, para que avancem pautas trabalhistas como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, a regulamentação do direito de greve e negociação no serviço público, a reforma agrária. Tudo isso depende do Congresso.

    Especialmente em São Paulo, o Dia do Trabalhador terá um caráter mais popular, com artistas mais engajados e uma marcha que antecederá o ato político. Por que mudou o formato?

    Vagner – O 1º de Maio deste ano é parte de uma agenda de mobilizações e têm como objetivo sair pelo Brasil cantando nossas palavras de ordem e chamando à batalha os trabalhadores que não tem outra saída a não ser defender de maneira unificada seus direitos. Fundamentalmente é uma demonstração de luta e de organização com reivindicações claras, de maneira forte, clara, porque o momento é de luta. A CUT nunca perdeu suas origens, mas esse Dia do Trabalhador é diferente porque está numa conjuntura pior do que nos últimos anos. Temos o avanço de uma política conservadora que tenta consolidar a agenda negativa mesmo após elegermos uma presidenta com o compromisso social e popular. O 1º de Maio dialoga com a conjuntura que vivemos e tem a cara da CUT, que luta e adapta essa luta aos desafios que a conjuntura apresenta.

    A edição deste Dia do Trabalhador também terá mais entidades ao lado da Central. A conjuntura abre possibilidades da formação de um amplo bloco de esquerda?


    Vagner – O 1º de Maio será um marco inicial para unificação da esquerda brasileira, da construção de um bloco da esquerda que leve em conta sindicatos, movimentos sociais e até partidos políticos que tenham em comum o interesse da defesa da classe trabalhadora, da liberdade e da democracia. A direita conservadora tentará trazer o retrocesso ao país e conseguirá, se não fizermos enfrentamento. Esse bloco dará a condição para fazermos o combate e impedir ataques aos nossos direitos. 



    Entidades que assinam manifesto de 1º de maio de luta


    CUT – Central Única dos Trabalhadores

    CMP – Central dos Movimentos Populares

    CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
    MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
    MTST –Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
    CONAM – Confederação Nacional de Associações de Moradores
    FETRAF – Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar

    UNE – União Nacional Dos Estudantes
    MMM – Marcha Mundial das Mulheres
    CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
    Consulta Popular
    FDE – Fora do Eixo/Mídia Ninja
    FLM – Frente de Luta por Moradia
    FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
    Intersindical CCP
    Juventude Revolução
    Levante Popular da Juventude
    MAB – Movimento dos Atingidos Por Barragens
    MPA – Movimento Pequenos Agricultores
    Plataforma Operaria Camponesa da Energia
    Plebiscito Constituinte
    UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
    UBM – União Brasileira de Mulheres
    UNEGRO – União de Negros pela Igualdade
    UNMP – União Nacional por Moradia Popular

    Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”

    COMENTÁRIOS

    Tucanos do PR tratam professores com porrada

    Publicado em 29/04/2015
    Conversa Afiada - Paulo Henrique amorim

    Tucanos do PR tratam
    professores com porrada

    Requião: agressão de Richa contra os professores é estúpida, violenta, cruel,imbecil, idiota e desnecessária

    Truculência da polícia de Beto Richa deixa 107 servidores feridos, diz Rede Brasil Atual



    Na tarde desta quarta-feira (29), professores em greve no Paraná e policiais militares entraram em confronto na frente da Assembleia Legislativa em Curitiba, onde é votado projeto  de lei que altera a fonte de pagamento de cerca de 30 mil beneficiários para o Fundo Previdenciário. 

    De acordo com relatos, os policiais usaram bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e jatos de água contra os manifestantes. 

    “Agressão de Richa contra os professores é estúpida, violenta, cruel,imbecil, idiota e desnecessária”, manifestou-se o senador Roberto Requião (PMDB-PR) pelo twitter.

    Com as mudanças na Paranáprevidência, o governo estadual, comandado por Beto Richa (PSDB-PR) deixa de pagar sozinho as aposentadorias e repassa parte da conta para os próprios servidores, já que o fundo é composto por recursos do Executivo e do funcionalismo. A medida cria uma economia de R$ 125 milhões mensais ao governo.

    ““Nunca imaginei que em pleno século XXI depois de lutas muito importantes pela democracia, pudéssemos viver um momento terrível como esse, um aparato policial de guerra, com helicóptero voando baixo derrubando as barracas e ameaçando retirar os professores que luta conta a retirada de direitos previdenciários dos servidores públicos do Estado do Paraná. Nesse momento, somos mais de 20 mil nessa praça de guerra.”, afirmou Carmen Foro, vice-presidenta da CUT Nacional.

    De acordo com o portal G1, o presidente da Assembleia disse que manterá a votação.

    “O que ocorre lá fora não é problema desta Assembleia”, declarou o presidente Ademar Traiano (PSDB). 

    “Não há bomba na Assembleia, a sessão tem que continuar”, finalizou.


    Em tempo:
     Já são 107 feridos:

    http://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2015/04/truculencia-da-policia-paranaense-deixa-107-servidores-feridos-9383.html



    Alisson Matos, editor do Conversa Afiada

    terça-feira, 28 de abril de 2015

    1º de Maio é dia de defender os direitos trabalhistas

    1º de Maio é dia de defender os direitos trabalhistas

    Presidente nacional da CUT, Vagner Freitas aponta que data será primeiro passo para construir bloco de esquerda

    Escrito por: Luiz Carvalho • Publicado em: 28/04/2015 - 18:34 • Última modificação: 28/04/2015 - 18:48
    Roberto Parizotti

    A celebração deste 1º de Maio acontece em uma conjuntura bem diferente dos últimos anos, desta vez, com a classe trabalhadora sob ataques sem precedentes aos direitos trabalhistas.

    No Legislativo, a recente aprovação do Projeto de Lei 4330 pela Câmara dos Deputados, amplia a terceirização para todos os setores da empresa e rebaixa salários, direitos e conquistas.

    No Executivo, as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que dificultam o acesso a abono salarial, seguro desemprego e auxílio doença.

    Presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, ressalta que a resposta a qualquer tentativa de retrocesso será a formação de um grande bloco de esquerda encabeçado pelo movimento sindical e que terá também os movimentos sociais e partidos que comunguem com a defesa da democracia, da Petrobrás e não aceitem o financiamento empresarial de campanha.

    Em entrevista, o dirigente ressalta ainda que o Dia do Trabalhador é mais uma página em uma agenda de lutas nacionais como as que ocorrem em 13 de março e 15 de abril e que não têm hora para acabar. “A direita conservadora tentará trazer o retrocesso ao país e conseguirá, se não fizermos enfrentamento”, alerta.

    Qual a diferença deste 1º de Maio para os de anos anteriores?
    Vagner Freitas – 
    Esse 1º de Maio acontece num contexto histórico em que a direita procura avançar numa visão conservadora de sociedade, preconceituosa, machista e que não leva em conta o direito das minorias e dos direitos trabalhistas. Nesse sentido, vemos o PL 4330, que significa rasgar a CLT, acabar com as férias, com a carteira de trabalho e transformar o trabalhador em alguém precarizado, que ganha menos e trabalhando mais. Por isso, o 1º de Maio será um marco da luta e da resistência dos trabalhadores para fazer o enfrentamento nas ruas contra esse projeto que unifica toda a esquerda e o movimento sindical numa batalha para não acabar com carteira assinada. No mesmo sentido, de resistência à retirada de direitos, também nos colocamos contra as MPs 664 e 665, porque retiram direitos de pensionistas, de companheiros que trabalharam e precisam do seguro-desemprego. Uma medida inoportuna, atabalhoada e que deveria ser discutida antes em um Fórum Nacional da Previdência Social.

    O Congresso, que aprovou o PL 4330, também será lembrado nas manifestações desta sexta?
    Vagner – Certamente. Será uma oportunidade para conversar com mais pessoas sobre o papel que assume esse Congresso conservador, financiado pelos empresários e que além de retirar os direitos trabalhistas, quer emperrar o processo de construção de uma sociedade plural que estamos construindo. Não só em relação aos direitos trabalhistas, mas também contra conquistas como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com a redução da maioridade penal, com ataques a medidas contra a homofobia. Este 1º de Maio será um grito pela liberdade, pela democracia e pela construção de uma sociedade menos desigual. Para isso precisamos de uma reforma política com o fim do financiamento empresarial de campanha, precisamos da regulação dos meios de comunicação para que tenhamos democracia e pluralidade, para que avancem pautas trabalhistas como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, a regulamentação do direito de greve e negociação no serviço público, a reforma agrária. Tudo isso depende do Congresso.

    Especialmente em São Paulo, o Dia do Trabalhador terá um caráter mais popular, com artistas mais engajados e uma marcha que antecederá o ato político. Por que mudou o formato?
    Vagner – O 1º de Maio deste ano é parte de uma agenda de mobilizações e têm como objetivo sair pelo Brasil cantando nossas palavras de ordem e chamando à batalha os trabalhadores que não tem outra saída a não ser defender de maneira unificada seus direitos. Fundamentalmente é uma demonstração de luta e de organização com reivindicações claras, de maneira forte, clara, porque o momento é de luta. A CUT nunca perdeu suas origens, mas esse Dia do Trabalhador é diferente porque está numa conjuntura pior do que nos últimos anos. Temos o avanço de uma política conservadora que tenta consolidar a agenda negativa mesmo após elegermos uma presidenta com o compromisso social e popular. O 1º de Maio dialoga com a conjuntura que vivemos e tem a cara da CUT, que luta e adapta essa luta aos desafios que a conjuntura apresenta.

    A edição deste Dia do Trabalhador também terá mais entidades ao lado da Central. A conjuntura abre possibilidades da formação de um amplo bloco de esquerda?
    Vagner – O 1º de Maio será um marco inicial para unificação da esquerda brasileira, da construção de um bloco da esquerda que leve em conta sindicatos, movimentos sociais e até partidos políticos que tenham em comum o interesse da defesa da classe trabalhadora, da liberdade e da democracia. A direita conservadora tentará trazer o retrocesso ao país e conseguirá, se não fizermos enfrentamento. Esse bloco dará a condição para fazermos o combate e impedir ataques aos nossos direitos.

     

    Redução da maioridade penal é criticada durante debate em São Paulo

    Redução da maioridade penal é criticada durante debate em São Paulo

    28/04/2015

    Na avaliação de Sottili, a redução da maioridade penal para 16 anos pode triplicar a chance de reincidência do jovem no crime

    Escrito por: Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

    No debate sobre a redução da maioridade penal no Brasil, o jovem foi colocado como algoz, como o grande problema da violência no Brasil, disse nessa segunda (27) Rogério Sottili, secretário-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura de São Paulo. Na opinião dele, é preciso ver o jovem “como a grande vítima da violência no país”.
    De acordo com dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, menos de 1% dos homicídios é praticado por adolescentes no país. No entanto, os jovens representam 36% das vítimas dos homicídios. Além disso, na avaliação de Sottili, a redução da maioridade penal para 16 anos pode triplicar a chance de reincidência do jovem no crime.
    O secretário levou uma argumentação contra a redução da maioridade penal ao debate feito esta noite (27), pela Fundação Perseu Abramo, Ação Educativa e Fundação Rosa Luxemburgo. Segundo ele, a constituição atual do legislativo é muito conservadora, o que é preocupante no processo de desenvolvimento e afirmação dos direitos humanos.
    “A manutenção da governabilidade nos deu um alto custo político, fizemos amplas alianças partidárias para garantir a governabilidade. Isso nos afastou da nossa base social e dos programas sociais”, explicou sobre a formação de grupos conservadores no poder.
    O secretário também informou que dos 23 mil adolescentes que cumprem alguma pena no Brasil, somente 10% têm acesso ao semiaberto. Na Paraíba e no Maranhão, segundo ele, o número cai para 3%. Em Mato Grosso, nenhum menor tem acesso ao semiaberto. Quando a proporção se refere aos adultos, 35% estão no semiaberto. Para Sottili, essa é a prova de que os jovens são mais punidos do que os próprios adultos.
    A uruguaia Verónica Silveira, militante da causa e representante da campanha “No a la baja”, disse que o Uruguai passou por um plebiscito, em 2014, para que a população se manifestasse sobre a redução da maioridade penal no país. Segundo ela, 53% da população disseram não à medida.

    Em 2011, de acordo com Verónica, um dos partidos da direita uruguaia levantou a proposta da redução. A movimentação contra a medida começou com movimentos sociais e organizações estudantis, até que finalmente ganhou o apoio dos sindicatos e de partidos políticos.
    “A diversidade de membros da sociedade foi uma coisa positiva, porque não era uma coisa só de um partido ou de um segmento da sociedade”, disse a militante. Ela ressaltou que houve um trabalho de informação e formação da sociedade para a questão.
    Verónica informou que os delitos cometidos por menores aconteciam principalmente em Montevidéu, no sendo comum no interior. Ela ressaltou que as pessoas viam as notícias pela televisão e acreditavam que aquele era um dos maiores perigos. “Foi importante informar todo o país da realidade e tirar o medo”, disse.
    Dados apresentados pela militante uruguaia mostraram que 6% dos delitos eram cometidos por adolescentes no país, o que representava 700 jovens. “Setecentos garotos presos não iam resolver o problema da insegurança”, afirmou, caso a redução da maioridade penal fosse aprovada.
    A campanha no Uuruguai, segundo Verónica, argumentava que as prisões são lugares hostis e que potencializam a violência, além de causar danos irreversíveis ao desenvolvimento dos jovens. A prisão de menores de 18 anos não resolveria os problemas de fundo, como a pobreza e a desigualdade.
    Paulo Cesar Malvezzi Filho, da Pastoral Carcerária, compartilhou detalhes de prisões que visitou no Amazonas. Em Tabatinga, de acordo com ele, mulheres cumpriam pena junto com homens e chegaram a relatar abuso sexual. “Na [penitenciária da] cidade de Tefé, eu não tenho nenhuma dúvida que ninguém guardaria nem um porco lá dentro. Um lugar horrível”, disse. “Hoje a totalidade das prisões do Brasil não seguem padrões legais, todas as prisões no Brasil são ilegais”, ressaltou Paulo Cesar.
    Na avaliação do representante da Pastoral Carcerária, as unidades da Fundação Casa não se diferenciam em nada das penitenciárias que recebem adultos. “Eles [jovens] vivem em presídios, são tratados como presos [adultos], para todos os efeitos os adolescentes são presos”.
    As entidades que organizaram o evento ressaltaram que a informação e o debate são os melhores mecanismos para que a sociedade encontre as melhores soluções e que reduzir a maioridade penal é tratar o efeito e não a causa. A perspectiva, para elas, no âmbito dos direitos humanos é que educar é melhor do que punir, apesar de a punição ser necessária em alguns momentos. “Mas nosso foco é mais a formação e melhores condições de vida para a população”, disse Sérgio Haddad, coordenador da Ação Educativa.

    segunda-feira, 27 de abril de 2015

    Brito surra coxinha. Precisou desenhar …

    Publicado em 27/04/2015
    Conversa Afiada - paulo Henrique Amorim

    Brito surra coxinha.
    Precisou desenhar …

    No time de EUA, Rússia, Índia e China – que horror !

    De Fernando Brito, no Tijolaço:

    DESENHANDO, PARA ATÉ O PESSOAL DO COMPLEXO DE VIRA-LATAS PODER ENTENDER



    A ilustração que retirei do Facebook da comunidade Planeta Fascinante é daquelas que quase dispensam legenda.

    Ainda assim, é só olhar quem são os países que somam território, população e riqueza econômica.

    Os cinco que ocupam a área de intersecção dos três conjuntos.

    Deveria ser o que bastasse para entender que o Brasil é um país com destino próprio, não o de ser um satélite.

    Como para ver onde estão nossas sinergias.

    Repare, não disse ideologias.

    Disse oportunidades.

    Embora assim tão obvio, a elite brasileira não consegue enxergar.

    Tem na cabeça que o Brasil deveria ser uma sub-Miami.

    A burrice é uma coisa muito difícil de combater, porque prescinde de argumentos e sustenta verdades que ouviu de alguém e as repete.

    Quem sabe assim, desenhando?




    Leia também:

    PACOTE DE INFRAESTRUTURA SERÁ DE R$ 150 BI


    Leonardo Boff apela a Alckmin por diálogo com professores (as)

    Leonardo Boff apela a Alckmin por diálogo com professores (as)

    27/04/2015

    O escritor e teólogo fez um apelo para que o governador de SP dialogue com os professores, em greve desde o dia 13 de março

    Escrito por: Redação - Brasil 247

    O escritor e teólogo Leonardo Boff fez um apelo para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), dialogue com os professores, que estão em greve, que teve início no dia 13 de março. A principal reivindicação da categoria é o aumento salarial de 75,33%.
    "Quero apoiar aos professores da rede estadual de São Paulo que estão há 50 dias em greve. Apelo ao Governador Alckmin q/os receba e dialogue", pediu o escritor, pelo Twitter.
    A presidente do Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, havia informado, na semana passada, que os professores entraram com uma ação na Justiça para coibir que os professores tenham os dias parados descontados.
    A categoria também entrou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho solicitando que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) atue como intermediário na negociação com o governo paulista.
    A Secretaria Estadual de Educação, que tem como titular Herman Voorwald, informou que os professores receberão uma proposta salarial apenas em julho, o que deixou a categoria mais revoltada. A pasta havia informado, também, que os docentes receberam um reajuste de 45% diluído nos últimos quatro anos.
    Mas os professores argumentam que o cálculo incluiu a bonificação para chegar a esse percentual. Se for considerado apenas o salário-base, o aumento foi de 29% em quatro anos, de acordo com a categoria.
    Os professores pedem, ainda, equiparação salarial. Segundo o Plano Nacional de Educação, lançado pelo Governo Federal em 2013, até 2020, os salários dos professores devem estar equiparados aos dos profissionais com ensino superior. Em São Paulo, o piso salarial da categoria é de R$ 2.460. A média do salário dos profissionais com ensino superior é de R$ 4.237 reais.  
    • Imprimir 
    • w"E-mail" 
    • Compartilhe esta noticia 
    • Orkut 
    • FaceBook