quarta-feira, 15 de março de 2017

Dilma comanda a Massa: "Vocês acham que houve um golpe no Brasil?"

Reforma da Previdência: 'está caindo a ficha da população' - Rede Brasil Atual

MOBILIZAÇÃO

Reforma da Previdência: 'está caindo a ficha da população'

Raimundo Bonfim, coordenador geral da Central de Movimentos Populares (CMP), acredita que a recepção popular aos atos de hoje mostra que as pessoas estão mais conscientes dos efeitos da PEC 287
por Redação RBA publicado 15/03/2017 16h22
RODRIGO GOMES/RBA
Concentração na Avenida Paulista
Antes do início da concentração para o ato, a Avenida Paulista já tinha uma pista interditada por manifestantes
São Paulo – Depois de um dia de intensa mobilização, com paralisações de motoristas de ônibus, metroviários, bancários e servidores públicos de várias áreas em todo o país, milhares de manifestantes já estão reunidos na Avenida Paulista para protestar contra a reforma da Previdência. Os manifestantes querem a rejeição total da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que determina alterações no sistema previdenciário brasileiro. Por volta das 15h30, a pista no sentido Consolação já estava fechada.
Uma das primeiras lideranças a chegar na manifestação, Raimundo Bonfim, coordenador geral da Central de Movimentos Populares (CMP), vê com otimismo a forte presença popular nos protestos. "Está caindo a ficha da população. No momento do impeachment a coisa era mais politizada, mais difícil de debater e de dialogar com a população. Nesse momento, é uma questão concreta, a população está fazendo as contas. Não é uma coisa que depende de filiação partidária, o prejuízo vai ser de todos os trabalhadores pobres", avalia.
Bonfim destaca ainda o fato de os metroviários terem sido aplaudidos pela população na manhã desta segunda-feira, ao explicarem os motivos da paralisação para usuários que não puderam utilizar o transporte. E isso, segundo ele, ocorreu mesmo com parte da mídia não divulgando as motivações dos atos, falando somente do "transtorno" que os movimentos estariam causando, omitindo se tratar de uma mobilização para barrar a reforma da Previdência. “Isso demonstra que a população está consciente do que está acontecendo”, aponta.
Movimentos sociais e centrais sindicais consideram que a reforma acaba com a possibilidade da maior parte da população conseguir se aposentar, abrindo espaço para os bancos oferecerem planos de previdência privada. Os trabalhadores também ressaltaram que o argumento do governo Temer sobre o déficit na Previdência é falacioso, já que desconsidera que o orçamento da Seguridade Social contempla previdência, assistência social e saúde, e não apenas o pagamento dos benefícios previdenciários. Outro ponto destacado pelos opositores da reforma é que há muitas desonerações aplicadas pelo governo federal que reduzem o montante arrecadado pela Previdência, além de dívidas da ordem de R$ 487 bilhões.
Algumas categorias paralisaram as atividades durante todo o dia, como bancários, metroviários e professores. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) estima que um milhão de docentes pararam suas atividades em todo o país.
Outros profissionais cruzaram os braços somente por uma período, como os motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista, que pararam da meia-noite até as 8h. Os ônibus municipais e intermunicipais de Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano, Mogi das Cruzes e Santa Izabel também não operaram pela manhã.
Com reportagem de Rodrigo Gomes

Chico vai com Lula e Dilma retomar o rio Treme tentou usurpar transposição - Conversa Afiada PHA

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Chico vai com Lula e Dilma retomar o rio

Treme tentou usurpar transposição
publicado 15/03/2017
Chico.jpg
Créditos: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Do portal NE10:

Chico Buarque é convidado para participar de visita de Lula em Monteiro, na Paraíba


A equipe do Instituto Lula foi à Paraíba nesta terça-feira (14) para fechar a programação da visita de Lula e Dilma Rousseff ao município de Monteiro, no próximo domingo (19). Os ex-presidentes vão conferir a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco ao Estado. Na comitiva, além de políticos, há a expectativa da ida do cantor e compositor Chico Buarque. “Vamos fechar a programação amanhã com a equipe do Instituto Lula. Está confirmada a vinda de vários senadores, deputados federais e estaduais e de prefeitos e vereadores da região. Além, disso estamos esperando a confirmação da presença de Chico Buarque”, contou o secretário geral do PT da Paraíba, Jackson Macedo, que espera reunir um público de mais de 50 mil pessoas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

As vítimas do regime de exceção - Emir Sader para Brasil 247


As vítimas do regime de exceção

Christian Braga / Jornalistas Livres
A direita tenta desviar a atenção das suas responsabilidades pela morte da Dona Marisa, para não encará-las de frente. Do silencio cúmplice e covarde de Moro às acusações a Lula de jogar na cara dos facínoras as responsabilidades e reivindicar o direito de lutar para que peçam desculpas à sua companheira, tudo revela a falta de coragem da direita de assumir as consequências dos seus atos.
Dona Marisa foi mais uma vítima do regime de exceção – essa nova modalidade de golpe de Estado – que assola o país. Não fosse esse regime, não haveria a reiteração das acusações sem fundamento a Lula – que se estenderam a ela -, não haveria a invasão violenta da casa deles, a tentativa de prisão do Lula, as revelações públicas de telefonemas privados deles, as acusações a seus filhos, as acusações sobre apartamentos e sítios que, se fossem de políticos de direita, nem teriam sido mencionados.
Em suma, Lula e Marisa são vítimas do regime de exceção que assaltou o Estado por meio de um golpe parlamentar-midiático-jurídico e agora tenta asfixiá-los. Ele, tentando tira-lo, no tapetão, de uma eleição em que o povo o colocará de novo na presidência do Brasil e desfará as arbitrariedades que tem sido feitas com o país, com a democracia e com o seu povo. Ela, por colocar sobre ela toda a pressão de acusações sem provas, da compra de um apartamento, dos pedalinhos num sítio, de uma conversa telefônica privada.
Lula e Marisa estão acompanhados, como vítimas de um governo de traição ao pais, do Estado brasileiro, vítima da desconstrução feita pelo governo golpista, com a Petrobras e o pré-sal em primeiro lugar; dos trabalhadores brasileiros, que veem seus direitos atacados, por propostas de terceirização, de precarização das relações de trabalho, valendo-se do brutal nível de desemprego que impõem; do povo brasileiro, que perde os direitos conquistados nos governos do PT; da soberania nacional, avassalada por uma política externa de subordinação aos interesses das grandes potências.
O regime de exceção se vale do golpe militar, do terrorismo promovido pela mídia monopolista privada e por um STF acovardado e cumplice, para instaura no país uma forma de governo baseada na suspensão dos direitos básicos da cidadania. Se uma presidenta reeleita pelo voto popular pode ser destituída sem crimes de responsabilidade, diante do silencio cumplice do STF; se Dona Marisa pode ter sua privacidade invadida, sem nenhuma ordem judicial, sem provas nas acusações que lhe são feitas; se o Lula pode ser feito réu em tantos processos, sem nenhuma prova concreta; se se tira do povo o direito de decidir quem deve presidir o pais e se ameaça com tirar da disputa eleitoral o melhor presidente que o Brasil já teve e favorito do povo para voltar a dirigi-lo; se se cometem tantas arbitrariedades em nome de uma suposta excepcionalidade, é porque a democracia foi suspensa, substituída por um regime de exceção.
Foi a partir do golpe que o Brasil passou a viver uma situação excepcional, com a ruptura do processo democrático, com a perseguição sem provas, com a ameaça de aprovação pelo Congresso de um conjunto de leis que dariam poder absoluto a um conjunto de juízes que pretendem usurpar os direitos que o povo conquistou na democracia e se erigir como "salvadores" de uma democracia da qual eles são o grande perigo.
A luta pela reconquista da democracia é a grande batalha do Brasil hoje. Para isso é preciso construir novo grande acordo nacional com todos os que se comprometem com a recuperação das eleições diretas para presidente e com o fim do arbítrio judicial e policial. Com a extinção de todos os processos arbitrariamente constituídos, pelo poder concentrados de juízes que pretender se sobrepor ao país e à democracia. Com a restauração da prioridade do crescimento econômico com distribuição de renda. Com o resgate do patrimônio público que está hoje sendo ameaçado por privatizações ilegais e antinacionais. Com o retorno de uma política externa digna e soberana, voltando a priorizar os processos de integração regional e de intercâmbios Sul-Sul, com o aprofundamento da integração do Brasil aos Brics e à construção de um mundo de paz, de cooperação entre os governos e de multipolaridade.
Dona Marisa foi vítima desse regime de exceção. Sua morte foi política, sua doença foi resultado das perseguições cruéis e arbitrarias de que foi vítima. Lutar, como disse o Lula, para que se faça justiça a ela, é lutar para que se termine com o regime político antidemocrático, para que o perdão a ela seja pedido por um governo legitimamente eleito pelo povo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Assange: Temer trocou segredos do Brasil por apoio dos Estados Unidos - Brasil 247